A Corrosão Fiscal: Como a Sonegação Impacta os Mercados Financeiros
A Lei Complementar 225/2026 foi implementada para combater a sonegação fiscal, mas os resultados são modestos. A norma classifica empresas que deixam de recolher tributos sistematicamente, com apenas cinco sendo enquadradas até agora. Especialistas argumentam que o ritmo é insuficiente e poderia ser mais agressivo.
A sonegação fiscal, que movimenta bilhões de reais anualmente em atividades ilegais, tem implicações significativas para o setor formal da economia brasileira. De acordo com dados recentes, a Lei Complementar 225/2026, conhecida como 'Lei do Devedor Contumaz', foi implementada no início deste ano com o objetivo de combater essa prática. A norma estabelece critérios rigorosos para classificar empresas que deixam de recolher tributos de forma sistemática, mas os resultados até agora são modestos. Segundo a Receita Federal, apenas 49 empresas foram notificadas e cinco classificadas como devedoras contumazes até o momento. Este ritmo lento não atende aos especialistas do setor, que ressaltam a urgência de uma ação mais intensa para enfrentar essa prática criminosa. Para João Eloi Olenike, presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o problema é muito maior do que os números sugerem, indicando um potencial impacto ainda não plenamente sentenciado nas finanças públicas e nos mercados financeiros. A sonegação não apenas prejudica a arrecadação fiscal, mas também cria um ambiente competitivo desequilibrado para as empresas formais, com possíveis consequências na estabilidade macroeconômica do país.
Fonte: Valor Econômico