A Inteligência Artificial no Brasil: Um Marco Legal Europeu para a Regulação
O Brasil busca se alinhar com a regulamentação da União Europeia sobre inteligência artificial para promover o desenvolvimento responsável dessa tecnologia. As diretrizes europeias são consideradas completas e adaptáveis, oferecendo um guia sólido para diversos setores econômicos.
O desenvolvimento da inteligência artificial (IA) tem se tornado um fator cada vez mais importante na economia global, oferecendo uma ampla gama de oportunidades para aumento da produtividade e inovação. No entanto, com essas oportunidades veem riscos significativos que precisam ser gerenciados cuidadosamente. Para responder a essa necessidade, o conceito de IA responsável tem ganhado força, especialmente no Brasil, onde diversas empresas tecnológicas estão buscando alinhamento com as diretrizes europeias de regulamentação da IA. A normativa da União Europeia (UE) sobre IA é vista como uma das mais completas e adaptáveis para a realidade brasileira, oferecendo um guia sólido para os bancos tradicionais, fintechs, seguradoras e cooperativas de crédito. Uma executiva da EY, Telma Luchetta, destaca que 'a resolução 18 do Banco do Central é importante, mas a lei europeia é muito completa e fáceis de implementar'. Esse enfoque regulatório não apenas ajuda a mitigar riscos associados à IA, como também promove uma transparência mais elevada e responsabilidade social. Isso se alinha com as tendências globais de governança corporativa e sustentabilidade, que têm ganhado destaque nos debates econômicos internacionais.
Fonte: Valor Econômico