Afraiação do Ouro em Período de Riscos Inflacionários e Alto Juros

O ouro enfrentou pressões no mercado nesta quarta-feira, com preços recuando em meio a riscos inflacionários e alta dos rendimentos dos Treasuries. No entanto, especialistas afirmam que a demanda pelo metal deve permanecer robusta devido à sua importância como ativo refúgio.

Nesta quarta-feira, o ouro enfrentou pressões significativas em sua valorização, com preços das commodities metálicas nos EUA registrando uma desvalorização de 1,18%, ao encerrar a sessão a US$ 4.387,8 por onça-troy. Este movimento se deve principalmente à elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries), que subiram em meio à disparada de preços de petróleo e aumento dos riscos inflacionários. A situação reflete um cenário econômico complexo, com a economia global ainda se recuperando da pandemia e enfrentando incertezas associadas a políticas monetárias apertadas e tensões geopolíticas crescentes. O Banco Central dos Estados Unidos (Fed) continua sua trajetória de normalização dos juros, ao mesmo tempo em que investidores buscam sinais na ata da reunião do Federal Open Market Committee (FOMC) de julho para entender as intenções futuras da política monetária. No entanto, embora o ouro tenha experimentado uma queda temporária, especialistas como o Saxo Bank apontam que a demanda pelo metal não deve se desvanecer no longo prazo. O ouro continua sendo um ativo de refúgio tradicional e, em meio à fragmentação geopolítica global, sua importância como um investimento estratégico e uma reserva política neutra deve permanecer robusta. 'O aumento da dívida pública e os riscos fiscais elevam a demanda por ativos fora do sistema financeiro', afirma o Saxo Bank em nota, destacando que o ouro se torna cada vez mais um componente central das reservas de bancos centrais e é visto como uma opção estratégica para longo prazo.', destaca o especialista. Fonte original: Valor Econômico

Fonte: Valor Econômico