Alumínio: Resiliência Sob Pressão e Novos Desafios

A indústria de alumínio brasileira enfrenta desafios significativos na atualidade, incluindo altos custos energéticos e impactos da guerra no Oriente Médio, mas ainda mantém resiliência graças à verticalização da cadeia produtiva e demandas robustas. A recuperação é lenta em relação aos picos do passado, gerando preocupações sobre a competitividade global.

A indústria do alumínio brasileira demonstra sinais de recuperação, mas enfrenta desafios significativos que ameaçam sua competitividade global. Após um período turbulento marcado por altos custos energéticos e aumento das importações chinesas, a produção aumentou para 1,1 milhão de toneladas no ano passado, o maior volume dos últimos doze anos. No entanto, esta recuperação é lenta em comparação ao pico dos anos 2000, quando a produção atingiu 1,6 milhão de toneladas. A verticalização da cadeia produtiva e a demanda robusta pelo alumínio no setor elétrico são fatores que mantêm a indústria em atividade. No entanto, os custos energéticos elevados continuam a ser um problema crítico. Janaina Donas, presidente-executiva da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), reitera a urgência de resolver o paradoxo do país ter energia limpa em abundância mas enfrentar um dos encargos energéticos mais altos do mundo. Outro obstáculo emergente é a guerra no Oriente Médio, que afeta diretamente a produção local e global de alumínio. Bombardamentos em plantas industriais estão reduzindo a capacidade produtiva e impactando o acesso ao mercado. A importação de alumina, um insumo vital para o processo de refinamento do metal, está comprometida pelo estreito de Ormuz, onde as operações foram interrompidas, com estimativas de redução da produção no Golfo Pérsico em 40%. Estes desafios complexos abrangem tanto questões internas quanto externas, impactando a competitividade do setor e suas relações com mercados globais. Fonte original: Valor Econômico

Fonte: Valor Econômico