Bitcoin sob pressão geopolítica: inflação e petróleo desafiam alta
O início de semana para o mercado Bitcoin tem sido marcado por um equilíbrio entre ganhos e limitações, com fatores macroeconômicos como inflação fraca nos EUA e a alta dos preços do petróleo desafiam a valorização. Expertos apontam que as tensões geopolíticas também contribuem para o cenário cauteloso.
Neste início de semana, o cenário do mercado bitcoin apresenta um equilíbrio delicado entre ganhos acumulados e limitações impostas por fatores macroeconômicos. As recentes notícias sobre uma inflação mais fraca nos Estados Unidos contribuíram para a sustentação parcial de valor do ativo, embora o movimento tenha sido moderado. O bitcoin opera com alta tímida, valendo US$ 64.646,78, de acordo com dados do CoinGecko. No entanto, os preços do petróleo subiram e as tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã persistem como freios significativos para a valorização da criptomoeda. Especialistas como Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget na América Latina, apontam que o ambiente externo mantém uma postura cautelosa, refletindo em um cenário onde os ETFs spot de bitcoin têm retomado a entrada líquida, mas apenas moderadamente. De acordo com Herrera, a demanda institucional por criptomoedas permanece resiliente, mesmo sob condições macroeconômicas desafiadoras. No entanto, Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault Capital, ressalta que um fechamento semanal acima dos US$ 64 mil só deixaria a análise mais construtiva se o ativo superasse de forma clara a faixa entre US$ 64 e US$ 65 mil. Este intervalo representa a principal resistência atual, com o rompimento potencialmente abrindo caminho para novas recuperações mais significativas no mercado do bitcoin.
Fonte: Valor Econômico