Consumidor como Motor Indireto do Crime Econômico: A Visão de Angelo Calori
O estudo de Angelo Calori sobre o comportamento do consumidor em áreas de comércio ilegal em São Paulo revela que muitos compradores continuam adquirindo itens contrabandeados, ignorando a ilegalidade. Este fenômeno tem implicações significativas na economia formal e informal e desafia modelos teóricos da ética econômica.
No centro da discussão sobre a economia formal e informal, o especialista Angelo Calori destaca um fenômeno inusitado em São Paulo. Durante pesquisas em áreas tradicionalmente propensas ao comércio ilegal, ele observou que, embora os consumidores reconheçam as práticas como erradas, continuam adquirindo tais produtos por motivos econômicos primários – preço e disponibilidade. Este comportamento se encaixa perfeitamente em uma tendência global de economia informal, onde o consumidor, muitas vezes, não percebe completamente a ilegalidade ou implicações da compra. No cenário brasileiro, esta realidade tem impactos significativos na governança econômica e nas relações comerciais internacionais, já que promove o comércio de produtos contrabandeados e pirateados. Além disso, a aparente imunidade do consumidor a práticas ilegais contradiz modelos teóricos da ética econômica, levantando questões sobre como mudar a dinâmica desse comportamento em favor de uma economia mais transparente e justa. As descobertas de Calori sugerem que a responsabilidade não reside apenas no fornecedor ou vendedor, mas também na tomada de decisão do consumidor ao optar por produtos ilegais.
Fonte: Valor Econômico