Cooperativas Telecom: Um Novo Passo para a Inclusão Digital no Brasil

As cooperativas de telecomunicações estão ganhando espaço no mercado brasileiro com a nova legislação que permite sua atuação direta, promovendo uma maior inclusão digital. Este avanço tem implicações significativas para o setor econômico e social do país.

O cenário econômico brasileiro está se moldando com novas perspectivas de crescimento, especialmente na área de telecomunicações. Desde janeiro deste ano, as cooperativas estão autorizadas a atuar neste setor, marcado por uma abertura significativa que promete impulsionar a inclusão digital em larga escala. A intercooperação, um conceito que visa fortalecer os laços entre diferentes setores do mercado, agora tem espaço para se expandir com o estabelecimento de novas parcerias e estratégias comerciais inovadoras. Segundo dados recentes, cooperativas já conectam mais de 74 mil brasileiros através de serviços de telefonia e internet, utilizando estruturas jurídicas variadas. O exemplo da Coprel Telecom, uma subsidiária da Coprel Energia no Rio Grande do Sul, é um caso emblemático que destaca a viabilidade dessa abordagem. Com uma presença em 91 municípios e mais de 85 mil clientes, esta operação já beneficiou comunidades rurais e urbanas, acessando recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para projetos de inclusão digital nas escolas e unidades de saúde. A nova legislação, prevista na Lei 15.324/2026, abre caminho para que cooperativas tenham acesso direto a incentivos, antes restritos a empresas privadas, permitindo um maior alcance das operações digitais. Esta medida é parte de uma tendência global de inclusão digital, onde o governo e as iniciativas privadas trabalham em conjunto para ampliar o acesso à tecnologia. O setor de telecomunicações no Brasil enfrenta desafios significativos, mas a intercooperação pode ser um catalisador crucial nesse processo. A Coprel Telecom planeja realizar uma assembleia geral com seus associados até o fim deste mês para discutir as possíveis mudanças trazidas pela lei, enquanto a Coopercompany, de Santa Catarina, já opera como operadora virtual de rede móvel (MVNO), intermediando serviços entre diferentes setores. Para atender a demanda crescente, a Coopercompany projeta alcançar 50 mil linhas ativas até o fim do ano, um indicador significativo da expansão deste mercado. Este movimento promete não apenas alavancar o acesso à internet e telefonia no Brasil, mas também reforçar a importância das cooperativas como agentes econômicos eficientes e inclusivos. Fonte original: Valor Econômico

Fonte: Valor Econômico