Dados de Chargeback Transformam Estratégias em Gestão de Riscos no Mercado Brasileiro

O chargeback ganha nova dimensão como fonte valiosa de dados para prevenção de perdas e governança em um cenário marcado por fraudes digitais e pressões regulatórias. O avanço do chargeback impacta diretamente a reputação das empresas e sua relação com o consumidor, exigindo estratégias adaptáveis e alianças estratégicas.

No cenário atual, o chargeback, tradicionalmente visto como uma despesa decorrente de transações contestadas, está ganhando uma nova dimensão crucial para as empresas brasileiras. O avanço da criminalidade digital, a pressão sobre margens e os rigores regulatórios são fatores que estão transformando o entendimento do chargeback, tornando-o não apenas um desafio operacional, mas também uma valiosa fonte de dados para prevenção de perdas, eficiência e governança. De acordo com a projeção de um estudo conjunto da Koin e da Gmattos, as fraudes no comércio eletrônico brasileiro podem superar R$ 8,1 bilhões em 2026, o que reflete uma crescente preocupação dos players do mercado. Além disso, a reputação das empresas e a confiança do consumidor estão sendo severamente afetadas por essas atividades ilegais, o que reforça a necessidade de uma gestão mais ágil e inteligente dos estornos. Em um ecossistema em rápida transformação, a PAGOS - Associação Brasileira do Ecossistema de Pagamentos discutiu recentemente os impactos da Resolução BCB nº 522 sobre gestão de riscos, garantias, governança e estrutura das operações. Os participantes avaliaram que o novo ambiente regulatório exige maior capacidade de adaptação, especialmente para empresas menores e mais inovadoras. Gilberto Martins, um dos palestrantes, enfatizou a necessidade de uma gestão mais flexível e ágil, bem como a importância de alianças estratégicas para garantir a perenidade dos negócios na nova realidade regulatória. O avanço do chargeback no Brasil reflete tendências globais de maior atenção aos riscos operacionais e à governança corporativa, o que implica em ajustes significativos nas estruturas de negócio das empresas. A gestão eficiente dos estornos não apenas reduz prejuízos financeiros, mas também fortalece a reputação da empresa no mercado competitivo global.

Fonte: Valor Econômico