Fundações e Limitações do Plano Safra 2026/27 para Cooperativas Agropecuárias

O Plano Safra 2026/27 destinou recursos a cooperativas agropecuárias, com reduções nas taxas de juros, mas faltaram ajustes cruciais em relação ao volume e enquadramento. O setor enfrenta desafios como queda nos preços dos grãos e aumentos de custos.

O recente Plano Safra 2026/27 anunciado pelo governo federal destinou recursos significativos à agricultura cooperativa, mas os especialistas destacam que as medidas ainda são insuficientes diante dos desafios enfrentados pelo setor. Segundo o Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), a principal conquista do plano foi a redução das taxas de juros nas linhas Prodecoop e Procap-Agro, que caíram de 13,5% para 12%, bem como no custo de recursos controlados destinados às cooperativas. No entanto, o coordenador do ramo agropecuário do Sistema OCB, Rodolfo Jordão, destaca que faltaram três pontos essenciais: maior volume de recursos, enquadramento das cooperativas familiares para construir agroindústrias e armazenagem, e ajustes no enquadramento de renda dos pequenos e médios produtores. Essas limitações vêm em um momento particularmente desafiador para o setor agrícola, que enfrenta queda na cotação dos grãos e aumento nos custos operacionais devido a problemas climáticos e juros altos. A entidade nacional, que representa 1.254 cooperativas agropecuárias com um faturamento projetado de R$ 487,3 bilhões em 2025, pediu recursos de R$ 674 bilhões para o plano, mas obteve apenas R$ 622,4 bilhões. Os impactos dessas limitações podem ser vistos tanto no âmbito local quanto global, refletindo as tendências macroeconômicas de restrição creditícia em contextos econômicos voláteis e incertos. Fonte original: Valor Econômico

Fonte: Valor Econômico