Inovação na Seguridade: Microsseguros Como Aliado da Inclusão Financeira no Brasil
A contratação de seguros individuais no Brasil está em alta, mas o gap de proteção persiste. A indústria busca inovações para ampliar a acessibilidade e compreensão dos produtos, especialmente entre jovens e populações menos informadas.
No primeiro semestre de 2023, observou-se uma tendência crescente na contratação de seguros individuais no Brasil. De acordo com dados fornecidos pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), a arrecadação para produtos como seguro de vida, acidentes pessoais, cobertura contra doenças graves e empréstimos foi de R$ 41,6 bilhões, representando um crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior. Ainda assim, o gap de proteção persiste: apenas 27,9% dos veículos, 17% dos domicílios e 3,5% das terras plantadas são seguradas, enquanto na França esse número chega a 98%, e nos Estados Unidos, mais de 90% das propriedades possuem seguro rural. Este desafio é discutido no âmbito da Jornada Valor de Jornalismo em Seguros, que ocorreu recentemente em São Paulo, promovida pela editora Globo em parceria com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e patrocinadores como Bradesco Seguros, MetLife, Seguros Unimed, Tokio Marine e Zurich Seguros. A discussão focou na necessidade de inovação para ampliar o acesso aos microsseguros, especialmente entre jovens e populações menos informadas sobre a proteção financeira. Fábio Nogi, superintendente de Inovação e Odontologia da Seguros Unimed, destacou que a abordagem tradicional da indústria não é suficiente para atingir o público-alvo. Ele afirmou que a maioria das pessoas não compreende corretamente os produtos de seguros, e as empresas precisam adaptar sua linguagem e estratégias para se tornarem mais acessíveis ao consumidor final. Este cenário reflete tendências globais: enquanto países como França e Estados Unidos já possuem cobertura ampla em diversos setores, o Brasil ainda luta contra barreiras de acesso e compreensão. A CNseg está implementando iniciativas, como um projeto conjunto com a Unicef para incluir educação financeira e securitária nas escolas públicas, visando uma maior inclusão financeira no futuro. Esta abordagem é crucial não apenas para os indivíduos, mas também para o desenvolvimento macroeconômico do país, pois seguros bem estruturados podem contribuir significativamente para a resiliência econômica e social, protegendo investimentos pessoais em tempos de incerteza. Fonte original: Valor Econômico
Fonte: Valor Econômico