O Papel dos Candidatos na Definição da Política Fiscal
O CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, defendeu na Febraban Tech 2026 a importância de ouvir diretamente os candidatos às eleições sobre suas propostas fiscais. Ele enfatizou que a sustentabilidade das contas públicas é crucial, independentemente da orientação política, e propôs uma série de medidas para economizar R$ 250 bilhões na dívida. O debate deve focar em um plano com visão de futuro, conforme reforçado pelo CEO do Itaú Unibanco.
Durante a Febraban Tech 2026, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, enfatizou a importância de ouvir diretamente os candidatos às eleições sobre suas propostas para a política fiscal. Segundo Noronha, é crucial entender como esses políticos planejam enfrentar as crescentes pressões fiscais no Brasil, onde a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atinge quase 82% do Produto Interno Bruto (PIB), com uma tendência de aumento. Noronha ressaltou que o foco deve estar na sustentabilidade das contas públicas, independente da orientação política dos candidatos. O CEO afirmou que a Febraban Tech oferece um espaço para discutir esses temas, permitindo aos participantes analisar as ideias de futuro-propostas apresentadas pelos postulantes, em vez de se contentarem com as opiniões de seus assessores. Além disso, Noronha propôs uma série de medidas que poderiam economizar R$ 250 bilhões na dívida, destacando a necessidade de um esforço político para adotar essas iniciativas. Em outro painel do evento, o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, concordou que o debate econômico deve priorizar um plano com visão de futuro, em vez de discursos polarizados. Ambos os CEOs enfatizaram a urgência de uma abordagem equilibrada e sustentável para as finanças públicas, reconhecendo que a estabilidade macroeconômica é fundamental para o crescimento econômico contínuo do país.
Fonte: Valor Econômico