Redesenho do Crédito Consignado: Impactos na Economia e no Consumidor
A norma federal estabelece um cronograma gradual para a diminuição do crédito consignado, com consequências significativas no custo de financiamentos e na distribuição dos descontos em folha. Essas mudanças podem afetar não apenas os consumidores, mas também setores econômicos específicos.
Em 4 de maio de 2026, a Medida Provisória 1.355 entrou em vigor, redefinindo o cenário do crédito consignado no Brasil. Esta norma estabelece um cronograma gradual para a diminuição da margem reservada a esse tipo de crédito, passando de 5% atualmente até zero em 2029. As mudanças afetam tanto as empresas quanto os consumidores, com implicações significativas na dinâmica do mercado financeiro e nas finanças pessoais dos trabalhadores. A redução da margem reservada pode levar a um aumento no custo de financiamentos para quem depende dessa modalidade, o que poderia ter impactos em toda a economia, especialmente em setores como varejo e serviços de baixa renda. Além disso, a medida também alterou a distribuição do desconto em folha, com limitações mais rígidas para novas contratações. Ainda há incertezas sobre o destino final desses produtos financeiros, uma vez que a Medida Provisória depende da conversão em lei e pode sofrer ajustes durante seu percurso pelo Congresso Nacional.
Fonte: Valor Econômico