Transformação na Mineração: Diversidade e Qualificação da Mão de Obra
O setor minero do Brasil está em processo de transformação através da qualificação e diversidade na mão de obra, com metas claras para 2030 e um compromisso público expresso por mineradoras importantes. As companhias buscam não apenas superar o histórico predominância masculina, mas também melhorar a representatividade racial e garantir mais pessoas com deficiência em posições de liderança.
O setor de mineração brasileiro enfrenta um período de transformações significativas, focado em diversificar e qualificar a mão de obra. Companhias mineradoras estão intensificando seus esforços para melhorar os indicadores de diversidade, equidade e inclusão (DE&I), tendo como objetivo superar o histórico predominância masculina no setor. Segundo Elena Renovato, coordenadora de relações institucionais do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), a agenda DE&I se tornou central nas estratégias de negócios das mineradoras, com metas claras e governança dedicada para implementar essas mudanças. A assinatura da carta-compromisso por 12 mineradoras em abril de 2026 representa um marco na adesão pública a estas práticas, criando uma corresponsabilidade que deve se expandir nos próximos anos. As metas para 2030 incluem aumentar o número de mulheres empregadas nas operações, garantir mais pessoas com deficiência em posições relevantes e avançar na representatividade racial nas lideranças das mineradoras. Essa transformação não se restringe apenas ao cumprimento de metas: a mineradora Vale, por exemplo, dobrou a presença de mulheres em cargos de decisão entre 2019 e 2024, demonstrando que há retorno econômico nesses investimentos. A diversidade e a qualificação da mão de obra não apenas refletem um compromisso social, mas também trazem benefícios tangíveis para os negócios, afirma Renovato. Essa transição para uma maior inclusão é parte de uma tendência global que busca construir uma economia mais equitativa e sustentável.
Fonte: Valor Econômico